Douglas Wires, nasceu em 1971, é casado e mora atualmente no Rio de Janeiro, atuando no mercado de turismo desde 1995. Fluente em inglês, é emissor Amadeus e Sabre de passagens aéreas nacionais e internacionais. Trabalhou em empresas como: VARIG, OCEANAIR e CARLSON WAGONLIT, adquirindo sólidos conhecimentos e experiência em cálculos de tarifas aéreas, supervisão de reservas e negociação de serviços de viagens.

TORCEDORES PERDEM JOGO DA COPA DO MUNDO DEVIDO AO NEVOEIRO NO AEROPORTO SANTOS DUMONT

O nevoeiro que atingiu a cidade pela manhã provocou, até as 18h deste sábado, o cancelamento de 52 voos no Aeroporto Santos Dumont. Outros 53 estavam atrasados no mesmo período. Os problemas afetaram especialmente os torcedores que tentavam chegar em Belo Horizonte para acompanhar a partida entre Brasil e Chile, no Mineirão. Muitos deles não conseguiram embarcar e acabaram perdendo a partida.

As decolagens ficaram suspensas entre as 6h e as 8h40m, enquanto os pousos só foram liberados às 10h. A neblina voltou a fechar o aeroporto entre 10h38m e 11h04m. A dona de casa Ana Staeni, que mora em Cuiabá e está hospedada no Rio, foi uma das prejudicadas pela neblina. Ela tinha um voo da TAM programado para as 9h, mas não conseguiu embarcar. O mesmo se repetiu em outra viagem da companhia para Minas Gerais, segundo ela.

— O nosso voo seria o terceiro do dia, mas só o primeiro saiu. Fui até o stand da Fifa e me informaram que não há devolução do dinheiro do ingresso. É uma decepção muito grande, porque era o último jogo da Copa que eu iria assistir e também o mais importante. Agora é tentar conseguir a devolução da passagem aérea e procurar um lugar para assistir aqui mesmo — disse Ana Staeni, que até as 12h não havia conseguido resolver sua situação.


Além dos torcedores que iriam assistir ao jogo em Belo Horizonte, passageiros que seguiam para outras cidades também reclamavam do atraso em voos. O casal Mariana e Daniel Prudente ia para São Paulo, onde faria uma prova de proficiência em inglês. Eles acabaram perdendo o valor da inscrição, que custou R$ 500 para cada um deles:

— Não houve nenhuma ajuda. Pedi informações e os funcionários da companhia não foram muito educados. Falaram que o nosso voo estava no Galeão. Mas não nos levaram para lá, alegando que não havia transporte para todos — reclamou Mariana, enquanto o marido tentava cancelar a reserva em um hotel.

A professora Edilene Gonçalves, de 51 anos, estava desolada. Depois de planejar durante muito tempo, ela estava prestes a realizar “a viagem dos sonhos” com a família, para Cancún, no México. Ela planejava ficar no aeroporto durante todo o dia, se fosse necessário, mas já considerava certo perder um dia do pacote:

— Nós somos cinco e estávamos indo de férias para Cancún. Vamos ficar aqui o dia todo, porque o espaço áereo vai fechar por conta do jogo no Maracanã. Vamos ter que nos virar para comer e já perdemos um dia do nosso pacote — lamentava.

Segundo a Infraero, até as 18h deste sábado, 52 voos foram cancelados e 53 atrasaram no Santos Dumont. O terminal tinha 114 voos programados no período.

O mau tempo também afetou as operações do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. Pela manhã, o terminal operava com auxílio de instrumentos. Dos 90 voos programados até as 18h deste sábado, nove foram cancelados e 23 atrasaram, informou a Infraero.





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